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Discurso visita às obras de reforma - Ângelo Oswaldo/Sec. Estadual da Cultura/MG (21.12.02)
Discurso visita às obras de reforma - Adenor Simões (21.12.02)
Discurso reinauguração - José Antônio Sacramento/Pres. IHG (28.06.03)
Discurso reinauguração - Róbson Andrade/pres. FIEMG (28.06.03)
Discurso reinauguração - Adenor Simões/Coord. Projeto de Restauração (28.06.03)
Um ano de reinauguração
Revista Estrada Real (22.04.2003)
Revista Estrada Real
Entrevista
*Todos os discursos estão disponíveis no formato vídeo (DVD) para consulta. Para maiores informações, entre em contato com a administração do Teatro Municipal de São João del-Rei.
IMPRENSA

Entrevista

1. De onde surgiu a idéia de reformar o teatro?

Em 1998, após constatar o estado de total abandono do Teatro Municipal, lancei a campanha “Acorda São João del-Rei – Salve o Teatro Municipal”, chamando a atenção de toda a comunidade e mobilizando também diversos artistas locais e de renome nacional.

2. Demorou muito para a idéia se concretizar? Quanto tempo passou entre a idéia e o começo da obra?

Só foi possível desenvolver o projeto a partir de 2001. Até esta data, fui conquistando parceiros importantes e mostrando a importância de se salvar o patrimônio. O projeto foi apresentado à Lei Estadual de Incentivo à Cultura em fevereiro de 2001 e até a sua aprovação e captação dos recursos, passaram-se mais de dez meses. A obra teve início praticamente em janeiro de 2002.

3. A prefeitura ajudou?

A Prefeitura foi uma parceira muito importante, permitindo que desenvolvêssemos os projetos para recuperação do seu Teatro.

4. Quem mais o ajudou nesse projeto do Teatro Municipal?

Junto com a parceria da Prefeitura, vários órgãos nos ajudaram. São eles: o Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei, como o empreendedor do projeto; o IEPHA – Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais; a Secretaria Estadual de Cultura; a Associação Comercial e Industrial de São João del-Rei; a Usiminas, a grande incentivadora e a CVRD – Companhia Vale do Rio Doce, que doou as poltronas.

5. Porque você teve essa idéia de fazer esse projeto?

O meu envolvimento com as artes é o que me levou a encabeçar essa campanha. Não dava para deixar um patrimônio correr o risco de virar um terreno baldio.

6. Quando começou e quando terminou o projeto?

O início foi em 1998 com a campanha. Em 2001, a elaboração do projeto e a captação dos recursos. Em 2002 , as obras e em junho de 2003, a reinauguração, sem o término total das obras. O projeto é muito grande e alguns detalhes ficaram para o ano de 2004.

7. Além de você, existe outra pessoa responsável por isso (a principal)?

Sou o idealizador e coordenador do projeto, represento o IHG, mas não se realiza uma obra dessas sozinho. Só foi possível tudo isso graças ao envolvimento da minha família, de grandes amigos, grandes pessoas, todas comprometidas com a arte e com uma melhor qualidade de vida. Em homenagem a todos cito a arquiteta Deise Lustosa, diretora de conservação e restauração do IEPHA – incansável companheira.

8. Qual foi o objetivo desse projeto?

O primeiro foi o de salvar o patrimônio, e o segundo foi o compromisso de revitalizar a cultura de nossa cidade. Neste 1 ano de reinauguração, tivemos aqui mais de 150 eventos (equivale a quase um espetáculo a cada dois dias), além dos grupos teatrais e de música que estão surgindo na cidade.

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